“nós os achamos feios”

em Chiloé, no Chile, chove quase todo os dias, o dia inteiro. pelo menos é o que todo mundo diz.

então, antes de sair do sol gostoso de Bariloche, preparo-me psicologicamente para chegar molhada e com frio, em meio a um dilúvio. tudo errado: ao entrar na ilha, sou surpreendida por um belo céu azul, quase sem nuvens. depois de caminhar um pouco pela agradável cidade de Castro, decido comprar frutinhas pra comer na praça, aproveitando o sol do fim da tarde. na quitanda, um senhor desconhecido me dá umas castanhas cozidas, que aceito com prazer.

quando estou sentada comendo, o mesmo homem se aproxima e pergunta se pode me fazer companhia. digo que sim e começamos a conversar. ele pergunta se ou alemã, ao que respondo que não: brasileira. ele diz que certamente devo ter ancestrais alemães, então explico mais ou menos minha genealogia, sem saber muito bem onde esse papo vai chegar. com uma ponta de orgulho, ele diz que sua esposa é alemã de segunda geração, de modo que seus filhos têm sangue alemão. hum. não entendo por que ele está me dizendo isso. Continuar lendo