¡no a la mina!

desde que pus os pés em Chubut, há pouco mais de um mês, venho ensaiando escrever aqui sobre o único tema que realmente parece abalar os nervos desta calma província: a mineração.

ainda não havia escrito nada pelo simples fato de que não consegui – por falta de tempo, mas principalmente por falta de gente para conversar – reunir muita informação de qualidade sobre o assunto.

mas esse não é, afinal, um blog jornalístico e muito menos científico, certo? então hoje decidi deixar pra lá o preciosismo e anotar um pouco do que entendi a partir de tudo o que li e ouvi até agora, já que o negócio é muito marcante e não deve passar em branco. Continuar lendo

sobre os últimos dias

durante a minha primeira semana em cholila, a melhor coisa era era trabalhar o dia inteiro num silêncio quase absoluto, escutando praticamente só o som dos bichos ou do vento.

a segunda melhor coisa, definitivamente, era ouvir esse silêncio ser quebrado pela voz de Toli, que gritava lá de longe: “Raquel, ¡ya está lista la comida!

é sério. imagina almoçar e jantar na casa da sua avó todos os dias. era bem iso. eu tomava o café da manha pensando no almoço e o chá da tarde (sim, tínhamos um chá da tarde) pensando no jantar. um pouco assustador.

Toli é uma senhorinha de uns 80 anos que nao só trabalha em casa como também mantém um salao de chá e uma pousada, e que tem o melhor tempero do mundo. o maridao, miguel, já passou dos 90 anos, e nem por isso é menos ativo – ainda faz lá seus trabalhinhos no jardim.

é com sandra, a filha deles, que tenho trabalhado.

mas depois falo do trabalho. como eu ia dizendo, Continuar lendo