só umas palavrinhas sobre o cerrado

há, entre mim e ele, uma relação que eu ainda não consegui compreender adequadamente. nasci na mata atlântica – ou, bem, no que resta dela – e não viajei muito pelo cerrado, não. apesar disso, sempre me senti muito familiar a esse sistema, como se fôssemos algo como primos distantes ou namorados virtuais.

de onde vem esta simpatia, que chega a criar laços? Continuar lendo

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piri, mimi, merci

o pancadão não é muito a minha praia, mas eu sou do Rio. isso significa que sei muito bem que batida é essa que na balada é sensação, conheço a diferença entre o charme e o funk, às vezes subo no palco ao som do tamborzão e compreendo perfeitamente que um lance é apenas um lance. sei também que tem gente que sai por aí não pra dar, mas pra distribuir, tanto faz com red label ou ice. daquele jeito, né? solteira sim, sozinha nunca! se tem amor a Jesus Cristo… demorô!

o que eu jamais imaginei é que haveria nesse mundo um mc de sotaque caipira a cantarolar versinhos mais ou menos assim: “ganhei na loteria e fui morar na capital, ééééé, eu to bonito hein muiezada, com dinheiro no bolso e caminhoneta importada, éééeé, eu to bonito hein muiezada”.

pois é, um funk rural! e há outros! eu morreria sem ouvi-los se não fosse pelos conhecimentos musicais de Titouan, em Pirenópolis. “moça, vou falar um negócio procê: isso aqui é bão, moça, mas é muito bão!”.  o sotaque do rapazinho de 13 anos contrasta, e muito, com a fala afrancesada de Mimi, sua mãe – aliás, às vezes nem ela entende direito o Continuar lendo

¡no a la mina!

desde que pus os pés em Chubut, há pouco mais de um mês, venho ensaiando escrever aqui sobre o único tema que realmente parece abalar os nervos desta calma província: a mineração.

ainda não havia escrito nada pelo simples fato de que não consegui – por falta de tempo, mas principalmente por falta de gente para conversar – reunir muita informação de qualidade sobre o assunto.

mas esse não é, afinal, um blog jornalístico e muito menos científico, certo? então hoje decidi deixar pra lá o preciosismo e anotar um pouco do que entendi a partir de tudo o que li e ouvi até agora, já que o negócio é muito marcante e não deve passar em branco. Continuar lendo