O que quer, o que pode essa língua

Tem coisa que criança esquece muito fácil. O fato de que eu, do alto dos meus quase cinco anos, não soubesse pronunciar direito o nome da minha irmã (Veonca) não me impediu de ficar no pé dela corrigindo cada letra que ela punha no lugar errado quando aprendeu a falar. Não é mota, é moto. Não é invomitar, é vomitar. Até a porcaria da música do pintinho amarelinho eu corrigia – e olha que ali era só um lance de afinação, nem tinha erro propriamente. Como se eu fosse alguma Gal Costa. Continuar lendo

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quem é vivo…

desapareci.

não foi por mal, mas aos poucos começou a me parecer muito cacete demais escrever este blog, sobretudo quando ninguém – além da tríade mãe-pai-irmã – dava a menor pelota pra ele. mas me dei conta de que, afinal, é mesmo bacana manter este registro. e de que eu não tinha escrito nada desde que pisei de novo no Brasil. poxa, ficaram de fora logo as melhores partes da viagem!

é, meus caros, a Argentina pode até ser (e é) o maior barato, mas acho que a minha sina é positivamente verde e amarela feito a bananeira. falando nisso, todos aqueles meses comendo banana importada do Equador… não, não estava direito. foram meses também sem manga, sem água de coco, sem aipim (não vi nenhum bonito), sem inhame (as únicas pessoas que conheci que sabiam o que era inhame foram os macrobióticos), sem couve, sem barraquinhas vendendo tapioca e milho verde, sem isso e aquilo… dava não.

e, por mais que minhas saudades pareçam todas de gulodice, faltavam também a praia, o sambinha, o forró, faltava ver um povo mais colorido (e não estou falando de roupa: o caso é pele, mesmo), Continuar lendo