gênesis segundo maria das dor

minha avó se chama Maria das Dores. quase ninguém sabe disso, não. desde pequena ela é chamada de Lila, não sei bem o porquê, e aí até hoje todo mundo só a conhece como dona Lila, vó Lila, tia Lila. é engraçado, tem um pessoal cujo nome verdadeiro a gente praticamente morre sem saber qual é e sem se importar muito com isso. é o caso do irmão da vó Lila, o tio Zito. e também de uma tia do meu pai (ou tia-avó ou algo assim, porque tem certos parentes que ganham o título de tio a torto e a direito e a família é tão grande que eu nunca mais sei quem é irmão, primo ou tio de quem), a tia Calina. e, pra citar alguém mais contemporâneo, o Chopão, que foi meu namoradinho de colégio, mas aí já é outro papo.

o fato é que deve ser mesmo melhor ser Lila que ter Dores no nome, embora a questão da dor também não deixe de trazer em si alguma beleza. eu praticamente nunca me lembro do nome real da minha avó, a não ser quando conheço outra Maria das Dores. e aí simpatizo de imediato, porque o encontro me traz a lembrança da Lila.

mas a história que eu quero contar hoje não tem nada a ver com a minha vó, não. tem a ver justamente com uma outra Maria das Dores, que conheci numa outra viagem, Continuar lendo

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só umas palavrinhas sobre o cerrado

há, entre mim e ele, uma relação que eu ainda não consegui compreender adequadamente. nasci na mata atlântica – ou, bem, no que resta dela – e não viajei muito pelo cerrado, não. apesar disso, sempre me senti muito familiar a esse sistema, como se fôssemos algo como primos distantes ou namorados virtuais.

de onde vem esta simpatia, que chega a criar laços? Continuar lendo

ps

amanhã vou para a nova casa. o que eu sei é que fica no km 20 da ruta 21, em cholila, chubut, e que há dois netinhos. vamos ver no que dá.

quanto às fotos, todo mundo tem me cobrado, mas não está fácil pra mim, viu? até coloquei um link pro flickr ali do lado com a intenção de ir atualizando, mas eu tenho fotografado pouco e, além do mais, a conexão em geral é muito ruim e todos os processos cibernéticos têm sido muito demorados. coloquei algumas poucas coisas no facebook, mas por enquanto isso é praticamente tudo. um dia eu consigo.