gênesis segundo maria das dor

minha avó se chama Maria das Dores. quase ninguém sabe disso, não. desde pequena ela é chamada de Lila, não sei bem o porquê, e aí até hoje todo mundo só a conhece como dona Lila, vó Lila, tia Lila. é engraçado, tem um pessoal cujo nome verdadeiro a gente praticamente morre sem saber qual é e sem se importar muito com isso. é o caso do irmão da vó Lila, o tio Zito. e também de uma tia do meu pai (ou tia-avó ou algo assim, porque tem certos parentes que ganham o título de tio a torto e a direito e a família é tão grande que eu nunca mais sei quem é irmão, primo ou tio de quem), a tia Calina. e, pra citar alguém mais contemporâneo, o Chopão, que foi meu namoradinho de colégio, mas aí já é outro papo.

o fato é que deve ser mesmo melhor ser Lila que ter Dores no nome, embora a questão da dor também não deixe de trazer em si alguma beleza. eu praticamente nunca me lembro do nome real da minha avó, a não ser quando conheço outra Maria das Dores. e aí simpatizo de imediato, porque o encontro me traz a lembrança da Lila.

mas a história que eu quero contar hoje não tem nada a ver com a minha vó, não. tem a ver justamente com uma outra Maria das Dores, que conheci numa outra viagem, Continuar lendo

começo

vou ser muito sincera.

eu criei este blog antes mesmo de sair do rio, mas não foi por falta de internet nem de computador que ele ainda não foi “inaugurado”. também não foi por falta do que dizer, porque neste último mês muita coisa aconteceu e acho que vai continuar acontecendo.

na verdade, o problema é que simplesmente não encontrei ainda um formato ideal pra escrever aqui – talvez as tentativas de postar com alguma regularidade venham a me ajudar. eu adoro ler relatos detalhados de viagem, com todas as dificuldades e descobertas das pessoas, mas descobri que, quando se trata de fazer meu próprio relato, tenho uma preguiça inacreditável.

eu já poderia ter contado nossos dias de descanso em montevidéu (quando ainda estava com leila e maíra)…

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