duende

“Es mejor callar si lo que se va a decir no es más bello que el silencio”, fue lo primero que le oí a mi duende en la primera vez que se me apareció.

 

a gente nao conhece nada de literatura hispanoamericana. bom, quando digo “a gente”, é claro que na verdade estou me referindo a mim mesma, mas tenho certeza de que há muitos como eu. quem a gente lê? garcia márquez, borges, galeano,  neruda e mais meia dúzia de gatos pingados. e a situação dos hermanos – pelo menos os argentinos – em relação ao Brasil não me parece ser muito diferente: o único autor “nosso” que eu realmente vejo muito por aí é o paulo coelho, e olhe lá.

 

Después insistió en que una de las razones de por qué se quedaba en esas soledades – además de haberse empapado como cualquiera de esos hombres llegados del sur del país – era porque el desierto constituía una gran lección de austeridad. Que si la gloria la daban los palacios y la fortuna los mercados, la virtud solo la entregaba el desierto.

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memória

“do que você mais gostou?” é a pergunta que meus pais me fazem desde sempre quando eu volto de algum passeio, seja sozinha, com amigos, com escola ou com família. e eu detesto, porque nunca sei o que responder e fico com cara de boba tentando escolher alguma coisa aleatoriamente.

pois agora, se me vierem com essa indagação em relação a Santiago, a resposta está na ponta da língua:  minha coisa preferida foi o museu da memória e dos direitos humanos. ele é muito recente – de 2010 – e tem uma mostra permanente enorme com uma quantidade espantosa de material sobre a ditadura de 1973-1990. além disso, no subsolo funciona um centro de documentação público que me pareceu organizadíssimo.

o museu poderia, é verdade, explicar melhor a situação que o Chile vivia imediatamente antes do 11 de setembro, e não o faz: o enfoque é o que aconteceu durante a ditadura, e não o que vinha ocorrendo antes nem como o golpe foi organizado. mesmo assim, a visita vale muito a pena. Continuar lendo