ao sul do equador

ontem eu e Cata estávamos conversando e ela me falou sobre como determinados aspectos da cultura argentina eram divertidos e inusitados pra ela. por exemplo, me disse que um cara em buenos aires havia lhe explicado que em todo o país há uma coisa curiosíssima: são estabelecimentos parecidos com hotéis, mas que na verdade servem apenas para casais que querem fazer sexo, e…

– mas peraí, Cata, não tem esse tipo de coisa na suécia?
– um hotel só pra sexo? claro que não! tem no brasil?
– claro que tem, ué! pensei que tinha no mundo todo!
– e eu pensei que só tinha na argentina!

mas meu deus, e como fazem todos esses casais de jovens que vivem com pais conservadores? e essa gente que curte comemorar aniversário de casamento em quartos temáticos com espelho no teto e cadeira erótica? e quem nao quer levar determinada pessoa pra casa? e os(as) casados(as) que querem dar uma escapadinha na quarta-feira à tarde (não defendo, mas cada um com seu cada um, né)? como é que ficam as necessidades dessa parte tão significante da população, minha gente? comecei a pensar que a suécia era um país muito estranho e que deveríamos perguntar a Zach, que neste momento estava chegando, como era nos estados unidos.

– escuta, Zach, lá na sua terra nao existe um tipo de estabelecimento assim-assim?
– (silêncio de quem não tá entendendo nada)
– é, um negócio assim-assado, coisa e tal…

não existe. não é inacreditável? será que só a gente é assim? mistério.

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6 comentários sobre “ao sul do equador

  1. Paulo Cesar Gomes Gurgel 19/03/2012 / 22:21

    ah, ah, ah, Essa ninguém poderia imaginah, ah, ah, ah!!!
    bjk
    pai

  2. Leila 19/03/2012 / 23:01

    gente! chocada com essa descoberta, e com as mesmas inquietações: comofaz essa parcela da população, minha gente? será que estão tão, mas tão, liberados que não existem famílias conservadoras pros jovens e as escapadinhas dos(as) casados(as) são em casa mesmo, tudo às claras?rs. sei não… engraçado que em buenos aires tb fiz uma descoberta em relação ao mesmo ramo: eles têm uma subcategoria desses estabelecimentos, que é diferente dos motéis (mais identificados como lugares luxuosos), refere-se aos lugares mais simples e diretos e atende pelo nome de… albergue! e eu dizendo pra todo mundo que tava ficando num albergue por ali. ai, ai.

  3. Veronica Gurgel 20/03/2012 / 12:46

    Acho que na Europa tem que ser artista e ter um “estúdio”. Nos livros sempre rola uma sacanagem nos estúdios.

  4. Raquel Torres 27/03/2012 / 20:01

    hahahaha, eu também já disse algumas vezes que tava procurando albergue!
    e vê, como é mesmo o nome desse apartamentinho que todos os caras tinham nos romances brasileiros antigos? acho que era um nome francês… muito rodrigueano.

  5. lisa 30/03/2012 / 17:03

    É garçonnière, camarada. O perfeito cozinheiro das almas deste mundo, do Oswald de Andrade, é o diário coletivo dos frequentadores da garçonnière dele. Tenho uma edição fac-símile desse diário simplesmente maravilhosa (com os desenhos coloridos, pequenos bilhetes e entradas de teatro colados…). Saudades de você, querida.

    • Raquel Torres 02/04/2012 / 21:10

      isso aí, lisa, garçonnière!
      fiquei curiosa pra ver essa edição… saudade também :)

comentários

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